| O resultado dos primeiros 18 meses de trabalho da Comissão Estadual da Verdade – Bahia (CEV-BA), empossada em agosto de 2013, foi entregue nesta segunda-feira (29) ao atual governador e ministro da Defesa a partir de 1º de janeiro, Jaques Wagner (PT).
O
documento, de cerca de 300 páginas, revela descobertas sobre tortura e
repressão em Feira de Santana, no Centro-Norte do estado. “Havia um
conceito de que em 1964 não houve tortura. E houve sim, pelo menos em
Feira de Santana. E, talvez por falta de prática e até de instrumentos,
eles colocavam as pessoas em prensas enormes de fumo, e começavam a
fechar aquilo até as pessoas ficarem deitadas lá, amassadas”, contou o
coordenador da CEV-BA, o jornalista Carlos Navarro Filho.
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Wagner disse que é preciso responsabilizar também os civis que participaram dos atos. “Existe um personagrama de quem fez e levou as Forças Armadas para este caminho, inclusive muitos civis, empresários de todas as áreas. Fica parecendo que elas foram mandatárias exclusivas”. O documento sugere ainda a troca de nomes de prédios públicos e logradouros.
Também
na cidade, um padre polonês agia como torturador e comandante das ações
que indicavam as pessoas a serem presas e torturadas. “Era um capelão
da polícia ou do Exército que saía até a noite buscando pessoas em
festas”, disse.
