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Wagner pode ir para Ministério das Cidades ou da Integração Nacional

Em meio à expectativa sobre o lugar do governador Jaques Wagner (PT) no governo Dilma Rousseff, dois outros ministérios entraram na bolsa de apostas que corre nos bastidores do Congresso e do Palácio de Ondina. O das Cidades, hoje controlado pelo PP, ganhou alta cotação entre os principais aliados do petista por um motivo: é feito sob medida para os gostos e planos futuros de Wagner. Além de comandar o programa mais cobiçado pelo governador -  o Minha Casa Minha Vida -, a pasta permite capilaridade política para quem sonha com a candidatura à Presidência em 2018. Tem verbas e controle sobre projetos de impacto em grandes centros urbanos. Por motivos parecidos, mas com foco no interior dos estados, o Ministério da Integração Nacional também virou alvo de especulações. Como já foi dado como certo em meia dúzia de cargos, o governador quer distância da boataria. A quem pergunta, repete que vai para onde Dilma mandar e ponto final.
Amigo oculto
O governador eleito Rui Costa (PT) escolheu quem vai tocar a futura Secretaria de Desenvolvimento Agrário, cuja criação está prevista para 2015.   Trata-se de um militante petista bastante ligado a Rui, com perfil mais técnico que político. Em seu currículo, constam passagens no alto escalão do Ministério do Desenvolvimento Agrário, na gestão do deputado Afonso Florence (PT), e da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia, durante a chefia do deputado Paulo Câmara (PDT).
Agropolítica
Apesar das reiteradas negativas, o deputado Josias Gomes (PT) colocou os dois pés na Secretaria de Agricultura. Segundo fontes com trânsito livre na Governadoria, Gomes entrará na cota pessoal de Rui Costa. Pesou a favor do parlamentar a proximidade com Rui, a formação em Agronomia e a boa articulação que mantém nos ministérios e na Câmara. Contudo, como o deputado prepara saltos mais altos, a permanência no governo do estado tem validade máxima de dois anos.
Páreo comunista
Fora das fileiras petistas, o PCdoB da Bahia entrou com viés de crescimento na loteria do poder. No caso, em plano nacional. Deputado mais votado do partido no Brasil, o baiano Daniel Gomes é cogitado para substituir Aldo Rebello no Ministério do Esporte. Com isso, a pista ficaria liberada para que os suplentes da coligação do PT ascendam à Câmara. Entre eles, o ex-secretário estadual de Comunicação Robinson Almeida, tido como um dos mais fiéis colaboradores de Jaques Wagner.
Sigla bipolar
Anda cada vez mais difícil entender o PSB. O partido proibiu filiados de ocupar cargos no governo Dilma Rousseff, mas liberou alianças com o PT nos estados, é o mesmo que, na Bahia, ameaça expulsar quem apoiou Rui Costa, embora tenha se unido a ele para ajudar a presidente no segundo turno. Assim é dose!
Resta um
Os três maiores partidos de oposição na Bahia - DEM, PSDB e PMDB - confirmaram o que haviam sinalizado à Satélite desde o início do mês: vão apoiar em bloco a candidatura à reeleição do presidente da Assembleia, Marcelo Nilo (PDT). Outra opção não havia. Era Nilo ou o deputado Rosemberg Pinto (PT).
"Podemos até não ter nada, mas não queremos o Ministério do Trabalho
Félix Mendonça Jr. (PDT), líder do partido na Câmara, em entrevista, ontem, à Agência Estado

Pílula

*A Secretaria Estadual de Turismo comemorou o aumento de 6% no fluxo de passageiros no aeroporto de Salvador. Em ano de Copa do Mundo, cabia mais lamentar.
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