Com o objetivo de garantir a
ordem pública, a conveniência da instrução penal e a segurança da
aplicação da lei, no último dia 10, a prisão preventiva de Cândido José
Faustino da Silva, que no dia 7 de setembro atropelou e matou a policial
militar Geyse Lima de Santana, durante uma operação policial numa
rodovia de Piritiba.A decisão do juiz Valnei Mota Alves de Souza atende ao requerimento feito pelo Ministério Público estadual, por meio do promotor de Justiça José Carlos Rosa de Freitas. O requerido será julgado pelo crime de homicídio, tipo penal que prevê a prisão preventiva como forma de garantir o bom andamento das investigações.
Segundo o promotor de Justiça, Cândido José, que não possuía carteira de habilitação, estava “completamente embriagado e em alta velocidade” no momento do crime. A policial Gleyse participava de uma operação na rodovia BA 052, próximo ao distrito do Largo, no município de Piritiba, quando Cândido perdeu o controle do veículo de passeio que conduzia, deixou a pista de rolamento e invadiu uma estrada vicinal, chocando seu veículo contra a viatura policial e atingindo Gleyse que não resistiu aos ferimentos e morreu. No requerimento, o promotor de Justiça ressalta que, dada a velocidade e o estado de embriaguez do condutor, ficou evidenciado que, além de atingir e matar a vítima, ele colocou em risco um número indeterminado de pessoas.
José Carlos de Freitas destacou ainda que “o motorista agiu com dolo eventual, assumindo o risco do cometimento do delito”, acrescentando que a força do impacto foi tamanha que, além de resultar na morte da policial, destruiu parcialmente a viatura, conforme atestam os laudos periciais. De acordo com o promotor, a investigação comprovou também que, “momentos antes da prática da conduta delituosa, o denunciado teria ingerido grande quantidade de bebida alcoólica em bares e quiosques nos distritos de Porto Feliz e Largo, em Piritiba”. Na decisão que decretou a prisão de Cândido, o juiz Valnei Mota Alves de Souza ressaltou que “agir de forma tão irresponsável, em franco desvalor do bem maior do homem, qual seja a vida, denota que, se solto, o representado encontraria estímulo à reiteração delitiva”.