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Professores indicam revisões e exercícios na reta final para a prova do Enem


Mais de nove milhões de estudantes entram agora na reta final da corrida para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será aplicado nos próximos dias 8 e 9 de novembro em todo o país.  Diante da proximidade da prova (pouco mais de duas semanas), professores de colégios e cursinhos estimulam os alunos a focarem seus esforços finais em duas estratégias: revisar conteúdos e fazer exercícios. 
Para não perder tempo, os candidatos devem escolher os assuntos que vão se dedicar nos próximos dias (veja ao lado os temas mais cotados para o exame deste ano, segundo professores ouvidos pelo CORREIO). “Às vezes, os alunos estão muito cansados e valorizam menos esse período de revisão. Isso pode comprometer o desempenho no exame”, diz o professor de Biologia Diógenes Pires, do Colégio Salesiano.
Portanto, não é hora de tentar assimilar novos conteúdos. A ordem, indicam os educadores, é consolidar o que foi apreendido durante o ano.  O professor de Química Marcos Eloi, do Colégio Villa Lobos, conta que desde o início deste mês as aulas dele “são focadas em exercícios”. Para o educador, é hora de os estudantes se dedicarem à discussão de questões pendentes com professores e colegas.
Outro ponto que merece atenção nesta reta final é a  interpretação dos enunciados. Segundo Elói, a compreensão rápida e correta do que pede a questão (a pergunta pode demandar causa, consequência ou correlação entre fatos, por exemplo) evita erros básicos. E, não custa lembrar, pequenas falhas podem custar a classificação no curso ou na faculdade desejada.
Diante disso, garantir as questões de nível fácil também é muito importante. “O Enem aplica a Teoria da Resposta ao Item (TRI). Cada tema tem, pelo menos, uma questão fácil e uma difícil. Se acertar a difícil e errar a fácil, o sistema entende que você chutou a difícil. Sempre digo aos alunos: têm que garantir as fáceis”, afirma o professor de Química.

TempoO treino com simulados e provas anteriores (que podem ser acessadas no site inep.gov.br) é a melhor tática para aprender a gerir o tempo no exame. “É uma prova que não mede só conhecimento. Tem que ter a habilidade para responder rápido”, diz o professor de Física Marcelo Sangiovanni, do Colégio Anchieta. Em um total de dez horas, os candidatos deverão responder 180 questões e fazer uma redação. Se o aluno reservar uma hora para o texto, ele terá três minutos para cada questão.
Para administrar melhor o tempo, os professores sugerem que os alunos façam exercícios diariamente. Assim, na hora da prova, vão identificar rapidamente os comandos do enunciado. É para isso que a estudante Paloma Resende, 17 anos, treina. “Faço uma leitura dinâmica e respondo”, conta a jovem, que quer cursar Direito na Ufba ou na Uneb.
Outra dica é registrar o tempo gasto em cada caderno. Dessa forma, os candidatos percebem as disciplinas e assuntos em que desperdiçam mais tempo. A auxiliar administrativa Adriana Evangelista, 27, já percebeu onde está com mais dificuldade e vai dedicar as próximas duas semanas às Ciências Naturais.  Ela é formada em Administração e voltou a estudar neste ano para tentar cursar Direito na Ufba.
Adriana já havia prestado o Enem há dez anos, antes da reformulação. “Hoje é dividido em competências; antes era por matéria. Agora, temos que entender de tudo. Ficou mais difícil, mas se tornou uma prova lógica”, analisa. A candidata diz que se sente “semipreparada”. “Estou nervosa e ansiosa. Tem horas que entro em pânico porque está muito próximo”, revela.
Fatos históricos que fazem aniversário este ano devem ser destaque nas questões da área de Ciências Humanas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Entre eles, os 50 anos do golpe militar de 1964 e os 100 anos da Primeira Guerra Mundial são alguns dos mais importantes. “São fatos relevantes por redefinir cenários econômicos e políticos”, diz o professor de História Carlos Nazaré, do Colégio Antônio Vieira.
Outros aniversários que merecem a atenção dos candidatos são os  60 anos do suicídio do presidente Getúlio Vargas, os 80 da Constituição de 1934 e os 90 anos da Coluna Prestes. Vale lembrar também o movimento civil Diretas Já, que  completa 30 anos, e o Plano Real, 20 anos.



Prova pode cobrar datas históricas comemorativas
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