Após doações, a família, que é natural de Candeias, conseguiu um casa em Salvador com a estrutura adequada para dar continuidade ao tratamento no hospital. De acordo com Dr. Valber Menezes, cirurgião plástico responsável pelo procedimento, é necessário que Jeferson mantenha o acompanhamento no Hospital duas vezes por semana para a realização de curativo.
Jeferson
foi acompanhado durante os quase quatro meses no Hospital por uma
equipe multidisciplinar formada por médicos pediatras, infectologistas e
cirurgiões plásticos, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas,
fisioterapeutas, entre outros. De acordo com a assessoria de comunicação
do Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos (Complexo
HUPES), mais conhecido por Hospital das Clínicas, o quadro clínico de
Jeferson se encontra estável.
|
![]() |
|---|
O
enxerto de pele foi possível por meio de uma parceria da SESAB com o
banco de pele de Porto Alegre. Além de Dr. Valber, cirurgião
responsável pelo procedimento, houve também participação da equipe de
Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas e do Dr. Carlos Brilha,
cirurgião do HGE que trouxe um equipamento com capacidade de aumentar a
extensão dessa pele.
|
Este foi o primeiro transplante de
pele realizado na Bahia e ocorreu no dia 25 de agosto. Jeferson
transplantou 2500 cm de pele na região dorsal, devido à lesão causada
por queimadura elétrica, que comprometeu um membro superior. A criança
estava internada no Hospital Geral do Estado (HGE) há 11 meses e foi
encaminhada ao Hospital das Clínicas por solicitação da Secretaria de
Saúde do Estado da Bahia (SESAB).
O transplante é indicado para casos de
queimaduras muito graves, ou lesões em que os pacientes não têm pele do
próprio organismo para ser enxertada. Segundo Dr. Valber, o procedimento
é igual a uma enxerto comum. “Pega-se a pele, lava-se, e a coloca em
cima da área descoberta”, explica Menezes.

