A febre chikungunya, semelhante à dengue e com o mesmo vetor da
doença, chegou ao Brasil principalmente via militares e missionários
brasileiros que voltaram de missão no Haiti.
Segundo a
especialista do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, Jois
Ortega, as pessoas não precisam ficar alarmadas com a doença, mas devem
aumentar a atenção sobre a enfermidade. Os sintomas conhecidos da
chikungunya são febre, dores nas articulações e mal-estar. As dores nas
articulações costumam ser mais intensas, mas normalmente a doença é mais
branda do que a dengue.
Desde o começo do ano, 20 casos de
chikungunya foram confirmados, todos com origem fora do país. Segundo
Jois, o Brasil tem condições de fazer o diagnóstico laboratorial da
doença e está atento à sua entrada. “É importante que as pessoas
procurem o médico se sentirem os sintomas depois de uma viagem. É
importante também que o médico pergunte se o paciente saiu do país.
A
circulação da chikungunya no Brasil ainda pode ser barrada, mas é
preciso muita atenção”, disse à Agência Brasil. Causada por um vírus do
gênero Alphavirus, a febre é transmitida por mosquitos do gênero Aedes,
sendo o Aedes aegypti, transmissor da dengue, e o Aedes albopictus os
principais vetores. Passados os sintomas, o paciente deixa de transmitir
a doença para os vetores.
De acordo com a Organização
Pan-Americana da Saúde, é raro um paciente morrer em decorrência da
doença. A mortalidade é menos frequente que nos casos de dengue. O
tratamento é feito para combater os sintomas.
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» Infectologista recomenda atenção aos sintomas de febre semelhante à dengue
