Os servidores penitenciários do Conjunto Penal de
Feira de Santana decidiram juntar dinheiro entre eles para melhorar a
infraestrutura no local. Com recursos próprios, eles subiram os muros de
alguns pavilhões, aumentando a altura e dificultando a fuga de presos.
Em
texto divulgado pelo Sindicato dos Servidores Penitenciário do Estado
da Bahia (Sinspeb), "bastava que um interno colocasse outro em seus
ombros, para conseguir transpô-lo e fugir por um vasto matagal que
possibilita se esconder dos policiais que fazem a guarda nas guaritas".![]() |
|---|
A
Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização do Estado
da Bahia (Seap) divulgou nota em que reconhece que a atitude dos
servidores aconteceu "em razão de uma necessidade imperiosa de
segurança".
|
O órgão ainda afirma que a obra nos muros do
Conjunto Penal já havia sido solicitada pela unidade no início do mês e
aconteceria no prazo de 30 dias. No entanto, os funcionários teriam se
antecipado ao prazo. Segundo a Seap, a reforma promovida com recursos
dos servidores aumentou em 40 centímetros um muro de quatro metros de
altura e 50 metros de extensão.
![]() |
|---|
A
página na internet do Sinspeb ainda diz que os servidores planejam
investir no refeitório do Conjunto Penal, que está com as obras
inacabadas, e denuncia o matagal que fica em torno da unidade e é "capaz
de cobrir qualquer pessoa em pé". Segundo a Seap, a secretaria possui
um projeto para reformar e ampliar o alojamento dos agentes, que também
foi alvo de críticas dos trabalhadores.
|
Os servidores também
reclamam do número reduzido de funcionários, que os obriga a cumprir
funções que não dizem respeito aos seus cargos. Segundo eles,
concertinas em bom estado são encontradas abandonadas, sendo que outras
prisões precisam do material.
![]() |
|---|


